Fiquei furiosa, sentindo que fui manipulada, depositaram confiança, pediram que eu abrisse os ouvidos para o desabafo , escutaram meus conselhos, e nada do que foi discutido, aconteceu. Quando os conselhos já não servem, para que tanta insistência? Diante disto, questiono : Serve ser amiga de alguém? Ser flexível é ser conveniente? Caiu sobre mim o peso da responsabilidade, parece que o preço da liberdade de saber escutar, se transformou em castigo. Agora já não há o que fazer, frente ao ocorrido. Falei tanto que a vida infanto-juvenil, precisa de atenção, cuidado, gentileza, justiça, responsabilidade para o meu ex- marido . E agora, de que adiantou tanta atenção, cuidado e gentileza da minha parte se foram consideradas desleixo, descaso, e meu senso de justiça, me tornou escrava desta situação? Preciso aprender, que a escuta não serve apenas de apoio, mas de intervenção com pulso, com pedido de responsabilidade para os atos e medidas cabíveis como consequências. Preciso me impor, dizer não, se sou a autoridade materna, não estou no mundo apenas para manter o pão na mesa, e comprar o remédio na hora da doença.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, em 07 de agosto de 2011.